sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Não me lembro...

Não me lembro de ter ido à estreia de um filme.
É provável que o tenha feito nos idos vinte e tal anos mas na minha vida mais recente, nos trintas e nos quarentas, não me recordo de o ter feito...
E vai daí que ontem foi o dia.
Dia de assistir a mais um filme da saga Star Wars: "Star Wars: Episódio VIII - Os Últimos Jedi"  e também gostei mais do filme do que estava à espera...
Vimos o filme de forma tranquila.
Não sei bem que mais poderei dizer pois não sou uma fã ou seguidora acérrima da saga mas a verdade é que o filme conseguiu cativar-me e prender ao ecrã.
Mais uma vez, o envelhecimento de alguns intérpretes e personagens, salta à vista...
É a vida... até nos filmes...










Let's look at the Trailer...

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Ah... as famigeradas aulas de Cycling...

Sempre gostei das aulas de Cycling.
Bom, há alturas em que preciso de me afastar mas cá no fundo, "deep down", eu sei que é como se fosse um vicio. Tento afastar-me e ignorar mas... gosto mesmo daquilo...
Nas aulas de Cycling transpiro muito mais do que é costume, ouço música alta, pedalo sem sair do mesmo lugar mas com carga e intensidade, entro no ritmo e quase que me sinto a dançar na bicicleta...
Pois bem, desde junho que não ia a uma aula de Cycling e vai daí que estava cheia de saudades daquele frenesim.
O mais estranho é que ainda que não o fizesse desde junho, e tendo em conta que não me tenho exercitado com a frequência com que o fazia, tanto a pedalar na rua como no ginásio, e que ganhei peso, estranhei sentir-me 'em forma' e a conseguir entrar bem no ritmo e a acompanhar a aula como se tivesse feito tudo isto nestes meses...
Foi como se tivesse um bichinho adormecido em mim e que de repente acordou e se sentiu feliz por ali estar a fazer tudo aquilo novamente...
Também gosto da música alta e dos ritmos que me fazem querer pedalar mais e com mais carga.
Com a música alta sinto-me alheada de quase tudo e não penso em nada, esvazio a minha cabeça e só pedalo...
Ah... como sabe bem voltar a transpirar intensamente e pedalar ao som da música...
Nota: post escrito há três semanas que são as semanas a que já tenho ido às aulas de Cycling... Sabe tão bem...



quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

"Tanta coisa" num supermercado perto de si...

Cena 1 - Na charcutaria:

Eu - pode cortar uma fatia de fiambre com meio centímetro de espessura?
Resposta - ah, eu de centímetros não percebo nada, se for em dedos, já sei.

A sério que isto pode acontecer numa charcutaria? 

Bem sei que não estava numa papelaria, mas até onde vai esta espécie de estranha iliteracia que me deixa num misto de perplexidade e de "pena"...

A senhora era mais velha mas não tão mais velha assim que 'justificasse' esta 'falta de conhecimento' de medidas e afins...
Para além disso, foi rude e agressiva ao ponto de eu "me sentir mal" por ter feito o pedido assim, como se fosse algo muito erudito ou complexo.
Não quero parecer arrogante nem muito 'inteligente' mas isto é algo básico do ensino... básico... certo...?

Cena 2 - No talho:

Aguardo pela minha vez, um pouco afastada do balcão do talho para que quem está a ser atendido possa ver tudo melhor.
Eu sou assim, sempre a pensar nos outros, mesmo em situações idiotas e sem qualquer importância, penso sempre no 'bem estar' ou na educação para com a liberdade dos outros.
Nisto, uma senhora que estava a ser atendida, sem mais nem menos, anda dum lado para o outro junto ao balcão, mas lá está, eu nem sequer estava encostada ao dito pelo que não interferia com os seus movimentos, vira-se para a filha que a acompanhava e rosna, sim, o termo é mesmo este, de repente as pessoas ficam feias quando são rudes, mal educadas e têm ataques a propósito de nada, rosna para a filha algo do género como eu era grande e que ela era pequena mas que também chegava aos sítios.
E...? Que tenho eu com isso? Que tenho eu a ver que a senhora fosse pequenita e se tivesse transformado num bulldog muito feio, com as suas bochechas ridículas carregadas de maquilhagem e estivesse 'lá em baixo', quase a dar-me pelos joelhos???
Há pessoas muito frustradas, não há?
Eu metida na minha vidinha e aquela pessoazinha, de repente, manda bocas sobre a minha altura como se fôssemos garotas, demonstrando toda a sua raiva e frustração, possivelmente da vida de merda que deve ter, a começar por ser feia e usar mais maquilhagem que sei lá o quê.
Olhei para ela e disse: é preciso ter uma paciência...
E ficámos por ali.
E eu fico a matutar nestas coisas, mas não devia, afinal, já sou quase uma pessoa idosa e os comentários, observações e frustrações devido à minha altura, proliferam pela minha vida fora, a vida duma pessoa grande num país de gente pequenina, em tamanho e na educação e nas boas maneiras.
Eu achava que estas coisas só se passariam na minha adolescência mas afinal não.
Com 43 anos continuo a ouvir comentários sobre o meu tamanho, sendo que para mim é indiferente o tamanho, peso e afins das outras pessoas. Não estou nem aí. Cada um é como é, desde que seja feliz e educado...
Por que raios tenho que continuar a ouvir estas coisas sem jeito nenhum de gente mal educada e ressabiada se eu sou uma pessoa pacífica metida na minha vida...

Cena 3 - Na Caixa:

Quando finalmente vou para pagar as compras, à minha frente está um casal de espanhóis com uma filha com 4 ou 5 anos que teimava em fechar a caixa colocando a barra de metal para o efeito enquanto pulava, saltava e guinchava.
E não é que não ralharam, não corrigiram, não disseram nada???
Eu que estava a seguir, levei com a barra fechada enquanto aquele casal mal educado, e que está a mal educar a filha, nem sequer chamou a atenção da criança ou arrumou a 'cancela' como estava.
Nada.
Foram embora como se nada fosse.
Mas como é que isto é possível??? Se fosse com o meu filho, teria sido corrigido na hora, teria pedido desculpas e arrumado a barra no sítio devido!!!
Conclusão: olhei para a rapariga da caixa e disse que eu não tinha que abrir a cancela, que isto não devia ser assim.
Ela, muito encavacada como é compreensível, afinal somos todos clientes e ela está ali a colaborar muito provavelmente com um contrato precário que não tarda nada acaba, gentilmente abre a cancela e pede desculpa.

Bahhh!!!
Ou eu ontem tive azar, ou isto tudo deixou-me mal disposta, ou então foi dia de encontrar gente estúpida pelo caminho!!!
Sou uma pessoa pacífica e é preciso mesmo muita coisa para me tirar  do sério!
Posto isto, ontem foi o que aconteceu. A minha pacatez e calma foram perturbadas por um sem número de pessoas e ações sem educação, empatia ou simpatia!!!
Para onde foram as boas maneiras?!
Para onde foi o bom senso?!
Será que estou a ficar velha??? Ou sem paciência??? Ou são algumas pessoas que realmente são e estão completamente idiotas???
A minha paciência e calmaria para situações e gente idiota começa a escassear aos 43 anos...
Será tarde?
Bem, para receber comentários idiotas e ouvir bocas sobre a minha altura, parece até que sou uma jovem idiota com cara de parva...

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Fim de semana

A inspiração para aqui escrever e para aqui andar não tem sido muita...
Se calhar faltam-me as endorfinas das pedaladas que não têm acontecido... 
Não pedalo vai para quase dois meses e as idas ao ginásio também não têm sido tão frequentes quanto seria desejável para o meu peso e para a minha alma...
Vai daí que tenho redescoberto outros gostos, prazeres e afazeres, sejam eles culinários, domésticos ou pura e simplesmente usufruir da natureza ou tão somente tirar uma foto ou outra, ou usufruir e aproveitar a companhia dos que me são próximos, enfim...
Com isto tudo, o meu peso ressente-se e já o noto nas roupas mas... uma coisa de cada vez...






segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Fotografia de família...

Por estes dias o filhote trouxe um recado para um trabalho da Escola, relacionado com o Natal.
Não é algo de carácter obrigatório mas foi a primeira vez, depois do divórcio/separação, que esta 'questão' se colocou: levar uma fotografia da família...
Assim de repente o filhote diz-me que não queria levar foto nenhuma e eu fiquei num misto de não saber bem o que fazer e dizer e de ter que ter uma solução 'rápida'.
Vai daí que sugiro que leve uma foto dele com o pai e outra de nós os dois e ainda uma foto dele com o mano.
Não quis nada disto. 
Vacilou com a foto do mano e anuiu a dizer que sim, que podia ser mas nem passados cinco minutos volta a dizer que não quer levar fotos.
E aí surge o (meu) discurso numa nova 'temática' na nossa vida: que por os pais estarem separados, ele continua a ter muita família que gosta muito dele.
Mas o seu ar contido e meio enjoado levou-me a pensar no que se passava naquela cabeça e que isto eram quase conversas como se de sexo estivéssemos a falar.
Ainda perguntei como faziam os coleguinhas que tinham os pais na mesma situação  mas a resposta foi que ninguém ia levar fotografias.
Presumi entretanto que isto também se devia à idade e ao ano na Escola, que os mais pequenos é que iriam levar fotografias e que eles, como mais 'crescidos', já não estavam para aquele tipo de 'trabalhos'...
Ainda assim, esta e muitas outras 'situações' irão proliferar pela nossa vida fora... 

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Bem-vindos ao meu mundo...

  • O meu mundo que está ligeiramente acima da média no que a tamanhos e a alturas diz respeito... 
  • E vai daí que desde (mais ou menos) os 13 anos (sim, com 13 anos tinha 1,80 mt...) que me lembro de cenas como esta da fotografia tirada no fim de semana, numa fila para pagar qualquer coisa numa loja de roupa algures no Oeste... 
  • Esta imagem retrata bem a minha realidade do dia-a-dia, pelo menos no nosso país...
    Desde novinha que me sinto um pouco um E.T. (extraterrestre...) por ser quase sempre a mais alta nos sítios onde me "movimento".
  • Fosse na Escola, em cursos, formações, ao pé de casa, entre amig@s, no emprego, no ginásio ou pura e simplesmente a caminhar na rua, lá ia (vou...) eu lá em cima...
    Com a idade, alguns traumas passaram mas não todos, há reminiscências e memórias menos agradáveis que ficam e estão guardadas cá no canto do meu cérebro e coração... Houve quem gozasse muito comigo por causa da altura, recordo-me de no 7.º ou no 8.º ano, já não sei bem, portanto, com 12 ou 13 anos, me chamarem "Lady Vassoura", porque era muito alta, magrinha e tinha o cabelo liso e comprido...
  • Se hoje em dia é pouco comum uma mulher ser assim tão alta, imagine-se no início da minha adolescência, em meados de 1987/88, em que não havia a informação nem os meios de comunicação que existem hoje em dia...
    Na altura achava-me desengonçada e sem graça nenhuma e que era por causa da minha altura que eu não tinha namorado e as minhas amigas (quase) todas tinham, que a minha altura afugentava as pessoas e amedrontava quem por mim passava como se eu fosse um mostro...
    Tantas tontearias que nos passam pela cabeça quando somos adolescentes, não é...
    Hoje em dia olho para as minhas fotografias da altura e concluo que afinal até era uma miúda gira, engraçada, que se vestia bem, com um cabelo  bonito, era magra apesar de comer que nem uma alarve, e, pasme-se, tinha excelentes notas... 
  • Enfim, esses tempos já lá vão e, realmente, já não me acho um monstro mas noto sempre, aqui ou acolá, um olhar ou outro de 'espanto' pela minha altura e tamanho...
  • Sinto-me tão livre quando estou fora de Portugal porque parece que há muitas mais pessoas (mulheres) como eu e ninguém se importa com o meu metro e oitenta, sou apenas mais uma a passear, a tirar fotos e a andar por ali...

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

O que é que a morte poderia dizer de nós...

Ontem ao serão vi um filme que tinha dado à tarde e cujo livro tinha lido há uns três anos. Na altura nunca calhou a ir ver o filme ao cinema, os anos passaram e volvido todo este tempo sobre a leitura do livro, vejo 'finalmente' o filme "The Book Thief".
Estava algo expectante porque já não me lembrava bem do livro e para ver se, do que me lembrava, o filme correspondia às expectativas que criei na leitura... Lembro-me que enquanto lia o livro, conseguia visualizar tudo o que era descrito e, na verdade, o filme não me desapontou nesse aspeto. Do que me lembrava, o filme correspondeu em tudo quanto ao que surgia no livro.
Para além disso, o pai da personagem principal é interpretado por Geoffrey Rush que também 'entra' num dos filmes de que falei por aqui há pouco tempo e do qual gostei bastante.
Ainda assim, tal como aquando da leitura do livro, para além de todo o enredo, há frases que são ditas e que nos deixam a pensar.
Desta vez, foram as palavras da personagem da Morte que me deixaram muito pensativa. Pensativa no sentido do que pensamos muitas vezes, que é, o que andamos por cá a fazer e se o que fazemos é útil ou deixa alguma... "marca"...Se é intenso, se foi produtivo e frutífero, se fez a diferença, se valeu a pena, se fizemos tudo o que queríamos e sentíamos, se a Vida vale(u) a pena...
Eu pelo menos penso muito nisto tudo...
E assim sendo, deixo as frases retiradas ao filme que dizem tudo muito melhor do que eu:


Death: When I finally came for Liesel, I took selfish pleasure in the knowledge that she had lived her ninety years so wisely. By then her stories had touched many souls, some of whom I came to know in passing. Max, whose friendship lasted almost as long as Liesel. Almost. In her final thoughts, she saw the long list of lives that merged with hers. Her three children, her grandchildren, her husband. Among them, lit like lanterns, were Hans and Rosa, her brother, and the boy whose hair remained the color of lemons forever.

Death: I wanted to tell the book thief she was one of the few souls that made me wonder what it was to live. But in the end there were no words. Only peace. The only truth I truly know is that I am haunted by humans.







Let's look at the trailer: