quarta-feira, 26 de abril de 2017

Do 25 de Abril... E da minha vida...

"Esta é a madrugada que eu esperava
0 dia inicial inteiro e limpo
Onde emergimos da noite e do silêncio
E livres habitamos a substância do tempo."

(Poema de Sophia de Mello Breyner)

Liberdade pai, onde quer que estejas. 
A véspera do dia 25 de abril lembra-me muito o meu pai e os valores que me transmitiu, e a minha vida feliz enquanto filha...

Faltam aqui no Oeste as comemorações e as sandes e saladas de couratos bem apuradinhas com alho e vinagre, com que cresci quando vivíamos nos arredores de Lisboa e quando, perto da meia-noite do dia 25, se ouviam foguetes e música alta nas ruas..
Liberdade...

E aos poucos a minha vida ganha rumo, segurança e liberdade.
Aos poucos vejo-me livre e liberta de medos, receios e complexos infundados.
Falta (muito) pouco para que a revolução chegue à minha vida e que com ela traga a liberdade de que a minha alma tanto precisa...

Salgueiro Maia - Fotografia de Alfredo Cunha

Ofereço-me para Corretora Ortográfica do Facebook

Eu não sou a dona da língua Portuguesa e nem sequer tenho formação ou cursos na área das Línguas mas desde sempre que me irritam os erros ortográficos...
Numa vez ou outra, certamente que também os dou (erros ortográficos) mas esta panóplia de erros ortográficos, gramaticais, de pontuação e de tamanhos de letra que proliferam, principalmente, pelo Facebook, deixam-me com os cabelos em pé!!!
Só me apetece ir lá comentar a corrigir tudo!!!
É com cada pontapé na gramática e com cada cavalgadura na nossa língua que até fico com vontade de vomitar!!!


Marzia é  bonito, deve ser um misto de mar com azia, não sei... Ou então, é a abreviatura de Maria com outra coisa qualquer terminada em "ia"...
Creio que "maresia" era a palavra que procuravam mas... nunca fiando...



Ora bem, queriar também é interessante, deve ser um misto de queria e já não querem com um verbo qualquer a terminar em "ar". Se calhar, "criar" era a palavra certa...


quinta-feira, 20 de abril de 2017

Reuniões da Escola do meu filho

E tudo o que me ocorre é que algum pai ou alguma mãe vai ficar com a minha caneta porque se esqueceu de levar a sua, ou algum objeto que escreva, ou "whatever"..,
Se há coisa que me complica o sistema é eu ter tudo organizado, chegar cedo para ser das primeiras pessoas a falar com a Diretora de Turma, ter uma caneta a jeito para assinar tudo o que é preciso, e depois, pessoas que às vezes nem "bom dia" dizem, viram-se para mim e dizem num ar bafiento: "Ah, empresta-me a sua caneta?...".
Claro que a minha vontade é armar-me em miúda de 10 anos e dizer com uma cara muito feia: "Não, não empresto!!! É minha e só minha!!! Trouxesse a sua!!! Feio(a)!!!". E depois ainda, deitar a língua de fora...! Mas não, interiorizo isto tudo, e acedo a emprestar o raio da caneta...
Mas a razão disto tudo é simples. Eu que levo sempre canetas, estou escaldada de me pedirem as canetas emprestadas e depois não me as devolvem ou, o mais caricato ainda, é eu voltar a precisar da caneta e depois eu é que tenho que pedir a caneta de volta, quase a medo, como se ainda eu é que estivesse a dever algum favor a quem emprestei a caneta!!!
Bolas, as notas do filhote já as sei de cor, a reunião é só para formalizar o conhecimento das mesmas e ter mais algumas informações e eu já só penso é numa maneira de ninguém topar que sou organizadinha e que tenho canetas.
Bah!!! Orientem-se!!!

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Coisas que eu não sei se acontecem às outras pessoas enquanto pedalam...

Coisas que eu não sei se acontecem às outras pessoas enquanto pedalam: um pau enfiar-se pelo cimo do capacete... por pouco não me deu cabo do pouco cérebro e neurónios que restam, hahaha. 
Ou será que foi um ataque índio...
Olha, podia servir para pau das selfies... 
Local: numa descida inclinada, cheia de silvas e declives...



segunda-feira, 17 de abril de 2017

Fiz esta colagem...

Fiz esta colagem para partilhar no Instagram e, quiçá, no Facebook, mas acabei por não o fazer...
Foram momentos nossos, meu e do filhote num sábado de manhã em que rumámos ao barbeiro onde vamos desde que o filhote corta o cabelo, portanto, praticamente desde bebé...
Como a espera foi longa, pudemos dar umas voltas ali à volta e aproveitei para tomar um café enquanto o filhote se deliciava com um pastel de nata, e depois fizemos algumas compras, tremoços para o caminho, azeitonas lá para casa, um pão de milho gigantesco que ainda partilhámos um bocadinho com os pombos, maçãs a metade do preço das que se encontram nos supermercados, frutos secos e mais algumas coisitas...
O filhote estava fascinado com a agitação ao ar livre pois não é usual andarmos por mercados... Eu cresci a ir ao mercado, ou à feira - como se queira chamar, aos sábados de manhã, com a minha mãe... Isso é que eu adorava acompanhar a minha mãe nas compras da feira...
Por aqui, o filhote costuma ter o seu futebol aos sábados de manhã ou eu vou pedalar pelo que não temos o hábito ou a rotina de ir até ao mercado e dar alguns passeios...
Soube muito bem e, de facto, o meu filho está a crescer... Conversa imenso, diz coisas, faz perguntas, e faz muita companhia... Tenho um filho conversador e interessado pelo mundo que o rodeia... Raramente fica calado, a não ser quando se pega ao telemóvel a jogar ou a caçar pokemons e mesmo assim, sempre vai dizendo uma coisa ou outra... 
Sinto que está a crescer muito depressa, mais do que imagino...


quinta-feira, 13 de abril de 2017

Pensamentos do dia

Não sei se é da vida, da idade ou da paciência que já me falta, mas acho que às vezes o melhor é ficar quieta no meu canto...
Tenho mesmo que aprender a pensar mais em mim e viver a minha vida de acordo com aquilo que acho, sinto e quero fazer.
De facto, esperar que a vida me trate bem ou que me saia o Euromilhões porque me considero uma boa pessoa, é o mesmo, como diz ali em baixo, que esperar que um Tigre não os ataque porque é vegetariano...
Caminho para os 43 anos e mais parece que nunca mais aprendo...

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quarta-feira, 12 de abril de 2017

As cervejas e eu...

A cerveja faz parte da minha memória infantil e da minha infância feliz.
Calma, não era uma criança alcoólica ou que tinha os pais bêbedos... A minha mãe nunca tocou em bebidas alcoólicas, mesmo socialmente...
"Restava" o meu pai que gostava de beber uma cerveja, aqui e acolá, principalmente no Verão e quando havia um petisco, ou outro... E na brincadeira, dava-me a provar a cerveja. Era só um 'golinho' e era o suficiente para eu franzir a testa e o nariz por não gostar nada daquilo... Lembro-me disto com 12/13 anos e com o passar dos anos manteve-se porque, chegada à idade adulta, nunca me tornei apreciadora de... cerveja...
Os anos passaram e quando havia petiscos, lá dava um golinho da cerveja do meu pai pois não conseguia beber uma cerveja por inteiro...
Em adulta nunca consegui beber uma cerveja inteira, com grande pena minha porque às vezes é mesmo o que acompanhava melhor certas refeições.
Mas isto tudo para dizer que na pedalada deste domingo, não sei se foi por estar muito calor, a verdade é que me começou a apetecer uma cerveja bem fresquinha... E não é que consegui mesmo beber uma inteira, o que foi algo inédito na minha vida...
O café estava cheio pelo que as cervejas e os belos dos tremoços tiveram que ser pousados no chão mas soube mesmo bem, foi muito refrescante...
Entretanto uma mesa na esplanada ficou livre e fomos para lá terminar a bela da cerveja e os tremoços... 
Esta vontade súbita de beber uma cerveja foi algo de extraordinário na minha vida, soube tão bem como nunca imaginei que um dia uma cerveja me fosse saber assim... Ao mesmo tempo, só me lembrava do meu pai que foi quem me "iniciou" na cerveja...
Memórias... felizes...