sexta-feira, 25 de maio de 2018

Happy...

Nada como uma volta de bicicleta para animar.

Parece propositado, mas não foi... :) 
Depois de uma passagem por caminhos cheios de mato, a bicicleta saiu de lá assim. 
A bicicleta parecia transformada em roçadora de mato porque os trilhos estavam quase fechados, mas eis que esta linda florzinha surge colocada na suspensão, como que de propósito, mas não... 




quarta-feira, 23 de maio de 2018

Aventuras na minha terra

O fim de semana foi algo agitado entre visitas à minha mãe e a alta que teve depois de não ter sido possível fazer o que ia fazer ao Hospital mas... está tudo bem...
Eu é que dou por mim com outros pensamentos, sentimentos e vivências e depois apetece-me falar disso, mesmo que ninguém me ouça.
No sábado fiz algo diferente. Fui de autocarro do Oeste para Lisboa e como cheguei uma hora antes do início das visitas, decidi ir a pé até ao Hospital ao invés de ir de Metro.
Ao calcorrear as ruas de Lisboa, apercebo-me que está diferente de quando por lá vivia e trabalhava, a começar por mim que agora ando muito a pé (algo que não fazia), passando pelas inúmeras bicicletas e ciclovias. 
O que se mantém igual é o sentimento de continuar a adorar Lisboa.
E vai daí que passei pela Benção das Fitas deste ano, pelos inúmeros estudantes e respetivas famílias, todos radiantes e cheios de flores e sorrisos, e pensei para onde raios tinha ido "a minha benção" no longínquo ano de 1996. Pensei que nesse dia também estava extremamente feliz e tinha uma boa vida, com os meus pais e rodeada de outras pessoas que, entretanto, algumas delas faleceram ao longo do tempo.

Continuei a minha caminhada, cheia de entusiasmo e força, e apesar de carregar água e bolachas, nada me deteve.
Sentia saudades de Lisboa e estava a saber mesmo bem ir a pé e poder observar as ruas, os sítios, as casas, os carros, os jardins, as montras, as pessoas... Tem-se uma perspetiva diferente de quando se vai de carro.
Absorta nos meus pensamentos e no meu silêncio interior, continuei até ao meu destino e acabei por caminhar durante 7 km duma forma enérgica e em que cheguei mesmo em cima da hora de início das visitas.
Lá estava a minha mãe. Por lá fiquei até meio da tarde e no regresso ao Oeste já fui de metro até ao autocarro. Estava calor e era a subir até ao Campo Grande...
No domingo a minha mãe teve alta e lá rumei do Oeste a Lisboa de carro e correu tudo bem.
Soube muito bem andar por Lisboa e às tantas imaginei como seria a minha vida caso não tivesse saído de lá.
Enfim, também soube bem regressar ao Oeste mas... Lisboa é Lisboa...









quinta-feira, 17 de maio de 2018

Viagens pela minha terra

Levantei-me às 5h30 e saí de casa por volta das 6h00.
Rumei do Oeste a Lisboa com alguns receios porque o carro já tem uns anos valentes, porque tem avariado com alguma frequência nos últimos tempos, mas pensei que ia correr tudo bem, e assim foi.
Primeiro passei na casa da minha mãe e depois lá fomos para o centro de Lisboa.
Nunca fui de me atrapalhar a conduzir em Lisboa e enquanto lá trabalhei, sempre me desloquei de carro.
No entanto, desde que vim para o Oeste, há quase nove anos (!), que não tenho conduzido assim tanto pela capital mas não me amedrontei. Apesar dos receios dos problemas mecânicos do carro e do trânsito, encontrei lugar num parque privado.
Como era coisa para umas horas lá ficou.
Caminhámos muito lentamente pelos 300 metros que separavam o parque do Hospital e às tantas constato que caminho sozinha.
Olho para o lado e a minha mãe ficou para trás. Custa-lhe a andar e sente-se cansada. E ainda que eu saiba disto tudo, não encaro com facilidade o envelhecimento e as limitações da e na minha mãe, que sempre foi uma mulher cheia de força, de garra e de energia.
Assim sendo, fomos parando pelo caminho e o caminho parecia interminável...
Chegadas ao destino, quase sempre em silêncio, que a minha mãe nunca foi muito de partilhar emoções, e eu também não, lá se tratou dos detalhes burocráticos e a minha mãe ficou internada para um breve procedimento, nada de grave, e só terá alta no dia seguinte.
Acompanhei-a até à cama onde iria ficar, trouxe os seus "pertences", e vim embora com mil e um pensamentos.
Talvez fosse da fome, afinal, tinha-me levantado há 4 horas atrás e o meu estômago continuava vazio.
Tomei o pequeno-almoço no bar do Hospital, que tinha pouca gente, e pude sentar-me numa esplanada no exterior que era até agradável.
Engoli o café ao balcão, pus os óculos escuros e vim embora.
Enquanto percorria e atravessava as ruas em Lisboa, pensei que se agora andasse por lá, que pouco ou nada usaria o carro, mas sim as minhas pernas, o Metro ou até uma bicicleta pois vi várias pessoas a pedalar, e carregadas com mochilas e materiais...
Rapidamente entrei na A8 rumo ao Oeste e aí sim, os meus pensamentos começaram a deambular e um pouco de Tristeza chegou e acompanhou-me na viagem de carro até ao meu trabalho.
Comecei a pensar se a vida seria isto... Ver a minha mãe envelhecida, sem a força doutrora e que tudo passou num ápice, que a sua vida não foi fácil e que assim de repente, quase tudo parece um absurdo, desde a morte do meu pai, ao desamparo e à distância entre nós, à minha vida e a alguns rumos que tomou, que isto não é quase nada do que imaginei.
A Tristeza esteve presente durante a viagem e chegou ao ponto de me fazer cair uma lágrima, ou outra.
Quando cheguei ao trabalho, arrumei o carro e disse à Tristeza que estava na hora de se ausentar.
Assim foi. Ainda que permaneça comigo, agora está semi desligada.
Penso que vai correr tudo bem com a minha mãe e que mais logo, quem sabe, darei uma volta de bicicleta muito bem acompanhada, e que ao serão terei o meu filho comigo.
A vida é realmente muito estranha.

quarta-feira, 16 de maio de 2018

Em modo infantil

Para além das pedaladas "normais" que ocorreram nos últimos dias, incluindo uma ida e vinda do trabalho e uma voltita em que o filhote também foi e em que surpreendeu pela sua agilidade e firmeza nos trilhos e pela força num percurso com várias subidas, fomos também num instante encher os pneus às bombas de gasolina.
Ora, isto nada tem de extraordinário mas teve alguma piada porque acabei por o fazer vestida "normalmente" e confesso que os ténis 'normais' sobre os pedais de encaixe, se tornaram algo incomodativos mas como o percurso foi curto, aguentou-se.
Lá me agachei, com as luvas postas é claro, senão teria levado umas luvas daquelas em género cirúrgico para salvaguardar as minhas mãos e unhas, e toca de encher os pneus, primeiro os do filhote e depois os meus que precisam de um adaptador mas em que assim é tão mais fácil encher os pneus.
A bomba pequena de andar nas voltas enche os pneus duma forma mais, digamos assim, penosa, pelo menos para mim que tenho muito pouco jeito para estas 'cenas' e que tenho um braço direito semi limitado.
Sendo assim, com o adaptador para os pneus da minha bicicleta, é toda uma vida que se torna mais fácil.
Como é possível que uma peça tão pequena faça toda a diferença na mecânica da bicicleta e na minha alma de pseudo ciclista?
E tudo isto graças ao P. que me deu o adaptador.
Isto dito assim pode parecer muito pateta ou que haveria lugar a um tratado sobre bombas, pneus e enchimentos, até porque já pedalo há 8 anos, mais coisas, menos coisa, mas às vezes desmoralizava quando um pneu, ou outro, ficava mais em baixo. 
Tudo parecia muito complicado e com o adaptador, sinto-me livre e a sentir que posso ter os pneus cheios "quando quiser"...
Viva!!! 




quinta-feira, 10 de maio de 2018

Desbloqueador cerebral

Parece que pedalar tem um efeito de desbloqueador mental.
Pois que andei estas semanas sem vir ao blog porque não tinha inspiração nem sabia bem o que escrever ou por achar que não havia nada de interessante para 'postar'.
E vai daí que na última semana calhou a dar umas voltitas de bicicleta, nada de extraordinário porque voltei a estar parada durante todo o mês de abril e as idas ao ginásio também reduziram consideravelmente, mas parece que foi o suficiente para animar a minha alma e o meu pobre cérebro.
Assim sendo, e tendo em conta que estou a gostar bastante do verniz que estou a usar presentemente, dei por mim a tirar fotos às unhas, em vários 'contextos', até porque, mais parece que fazem pendant com várias coisas muitos importantes à minha volta, tais como chaves, gelatinas de mirtilo, individuais, pulseiras e, claro, a bicicleta.
Sempre a bicicleta que surte uma espécie de efeito libertador, para o corpo e para a alma.
E é isso. Este 'post' está mesmo muito interessante...
Ah, mas as fotografias, essas sim, estão mesmo giras...





sexta-feira, 13 de abril de 2018

Previsão do tempo há um ano atrás

De acordo com as memórias do Facebook, por estes dias, mas há um ano atrás, parece que estava Sol, calor e já puxava à bela da imperial, ao tremoço e, melhor ainda, à bela da perna de fora a pedalar.
Pois tenho a dizer que nestes dias cinzentos, de chuva e frio, só me ocorre dizer que andar com as pernas de fora, mesmo sendo só do joelho para baixo, nem pensar!!! 
E pedalar, ainda menos porque ando com uma espécie de constipação, da qual advém uma quantia de ranho e tosse consideráveis, basta ver a quantidade de lenços de papel que já gastei, e o frio parece ser ainda mais cortante nestas condições.
Não há condições...
Quando é que chega o bom tempo para podermos voltar a pedalar como nesta fotografia?...

Sexta-feira, 13

Enquanto vou lá fora tratar da cadela, a porta de casa fecha-se, estando a chave do lado de dentro...
De repente vejo-me na necessidade de saltar o muro de casa porque, "vá lá", uma das janelas estava aberta...
Senti-me uma espécie de agente secreta ou de assaltante a assaltar a minha própria casa.
Saltei o muro, empurrei os estores, sento-me no parapeito da janela, dou um impulso, rodo as pernas e eis-me a saltar para dentro de casa...
E se não tivesse a janela aberta...?
Ora bem, não faço ideia do que faria porque não tinha comigo a chave de casa, do carro ou o telemóvel, carteira, and so on...
Há dias de sorte no meio do azar.