terça-feira, 17 de outubro de 2017

Houve um tempo

Houve um tempo em que, e agora olhando para trás, eu passava a minha vida a correr dum lado para o outro. 
Mesmo depois da mudança para o Oeste onde não apanho trânsito nem tenho problemas de estacionamento e em que a Escola está a cinco minutos de casa e o trabalho a dez ou quinze, acho que passei muito tempo da minha vida a correr dum lado para o outro a tentar fazer tudo e mais alguma coisa em relação ao filhote, à casa, à comida, à vida doméstica, à bicicleta, ao ginásio, às compras para a casa e por aí fora. Era uma correria doida todos os dias...!
Quando pensava em cozinhar qualquer coisa (coisinha mesmo) de manhã, se me falassem no assunto eu entrava quase em pânico só de me imaginar de volta dos tachos logo de manhã. E achava que quem o fazia, nada mais tinha para fazer na vida, que seria uma espécie de 'parasita da sociedade' só porque tinha tempo de manhã para... cozinhar... (!).
Tirando o chá e as torradas e os cereais do filhote, cozinhados logo de manhã, nem pensar...
Pois eis que o tempo passou, filhote está mais crescido, as coisas acalmaram e, afinal, descobri que é possível fazer qualquer coisa de manhã.
Hoje foi um desses dias "estranhos" nas minhas rotinas.
Fiz o meu chá e a minha torrada, tomei o pequeno-almoço e eis que mexi 1 ovo numa tigelinha e até juntei um bocadinho de queijo e fiambre.
Esfreguei um pouco de azeite embebido em papel de cozinha na frigideira anti aderente, deitei o ovo lá para dentro e passados cinco minutos tinha um belo dum ovo mexido para colocar no pão para ser o meu almoço depois de ir ao ginásio à hora de almoço... E só não coloquei uma folha de alface porque acabou ontem ao jantar.
E mais ainda: lavei a louça toda!
Arrumei tudo, saí de casa e antes das nove horas estava no trabalho...
E esta hein, aposto que este 'post' foi dos mais interessantes que por aqui passaram...

One way or another...

One way or another, duma maneira ou doutra, e desta canção só queria mesmo retirar esta parte da letra, tudo o resto não tem muito (ou nada) a ver com a temática deste meu post.
Acho piada à melodia e à letra mas, para o caso, era só mesmo para dizer que, duma maneira ou doutra, one way or another portanto, as pessoas acabam por nos desiludir.
Já sei que a culpa é nossa porque criamos expetativas mas a verdade é que, duma maneira ou doutra, one way or another, mais cedo ou mais tarde, acabam por nos desapontar em pequenas grandes coisas.
Aliás, tendo em conta o meu percurso de vida, não faço a mínima ideia porque raios as pessoas me continuam a desiludir já que isso é o prato do dia.
Achamos que as pessoas têm estima e consideração por nós e, quando vamos a ver, lá está a bela da patada, o não ser correto, honesto, o não ter caráter, o dar facadinhas, o ocultar, o omitir, enfim, uma panóplia de atitudes, comportamentos e atuações pouco abonatórias e que, em última instância, são uma desilusão.
O mundo não é perfeito, nem as pessoas, nem eu mas... caramba, às vezes até podiam disfarçar melhor mas não. Há que ir em frente, qual tractor desgovernado sem olhar a consequências, sentimentos ou comportamentos e ações futuras.
One way or another, duma maneira ou doutra, restam muito poucas pessoas em que se possa confiar.
E esta cena das redes sociais e dos likes e dos kudos e das partilhas de tudo e mais alguma coisa, ui, dava pano para mangas...
O ser humano é, na sua génese, interesseiro e com tendência a ver só as aparências.
"O essencial é invisível aos olhos", já dizia "o outro", e é bem verdade.
Quanto a mim, que certamente também já devo ter desiludido umas quantas pessoas pelo caminho da vida, vou continuar a seguir em frente, cada vez mais forte e indiferente ao que não interessa e a ninharias sem sentido.
One way or another, duma maneira ou doutra, estamos cá todos para nos desiludir uns aos outros.
Felizmente, ainda há quem esteja cá para nos amparar, salvar e ajudar...


One way or another, I'm gonna find ya' 
I'm gonna get ya', get ya', get ya', get ya' 
One way or another, I'm gonna win ya' 
I'm gonna get ya', get ya' ,get ya', get ya'



segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Mais um filme: "The Best offer" / "A Melhor Oferta".

Há umas semanas vi na televisão este filme que também não conhecia e do qual 'nunca tinha ouvido falar': "The Best offer" ou, em português, "A Melhor Oferta".
Confesso que no início não me pareceu muito interessante e até me senti algo 'enfadada'. Contudo, com o passar do tempo do filme fui ficando agarrada ao ecrã e acabei por ficar intrigada com o que se estava a passar entre o personagem principal, e mais velho (Virgil Oldman) interpretado por Geoffrey Rush, e a principal personagem feminina (Claire), interpretada por Sylvia Hoeks (que também entra agora no filme "Blade Runner 2049" que fui ver ao Cinema).
O facto de Virgil ser uma pessoa solitária e de Claire ser também algo anti social, ambos com dificuldades em se relacionarem com as pessoas, e todo o mistério envolvente sobre ambos, o quebrar de algumas regras e rotinas, o 'deixar entrar alguém' nas suas vidas, fez com que olhasse para o filme duma forma curiosa pois, em parte, também eu sou algo introvertida neste mundo de extrovertidos (aparentemente) alegres e divertidos.
Ainda assim, a relação desenvolvida entre ambos e a alteração nas suas rotinas por forma a melhor se poderem relacionar, levou a um final surpreendente que quase me chocou por ser tão cruel, frio e calculista.
Nunca imaginei tal desfecho e confesso que fiquei a pensar no filme e no seu final durante vários dias. Tantos que já vi o filme há quase duas semanas e continuo com o seu desfecho na minha cabeça, tal foi a desilusão, o desapontamento e o choque à volta das relações e da solidão...










Let's look at the Trailer:

quarta-feira, 27 de setembro de 2017

A saudade não passa, a saudade atenua

E é bem verdade.
Suponho que chegará o dia em que o dia em que o meu pai fazia anos não passe duma ténue lembrança mas, por enquanto, recordo-me sempre desse dia com alguma intensidade.
Hoje faria 73 anos e penso tantas vezes no meu pai que, duma forma irracional, até parece que o sinto ao meu lado nalguns momentos.
Sinto-lhe a falta e nunca me imaginei sem o meu pai. Coisas simples duma família simples, a mãe, o pai e a filha (eu) que entretanto foi mãe.
Não sei o que é ter uma família grande com irmãos, tios, primos, sobrinhos e por aí fora.
Sempre "fomos" poucos e assim "continuamos".
Com a ausência do meu pai, "ficámos" ainda menos e é pena.
Há um ano atrás colocava uma foto nossa, sendo eu ainda criança.
Tempos maravilhosos e paradisíacos que não voltam mais duma infância feliz recheada de cores, odores e sentimentos doces.
Como costumo dizer ao meu filho: "Aproveita bem filho porque estes são os melhores tempos. Não queiras crescer à pressa que o mundo dos adultos é uma complicação e são só chatices. O melhor tempo é o da infância e de quando estudamos...".
Pelo menos, para mim foi...

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Descambou...

Ora bem, hoje tive consulta de Nutrição e uma avaliação física no ginásio ao qual regressei há quase duas semanas depois duma paragem de quase quatro meses e as notícias não são animadoras, tal como esperava...
O meu peso está o mais alto possível desde que perdi aqueles quase 30 quilos. Comparativamente com a última consulta, há quase quatro meses, não é mau de todo porque "só" ganhei mais 1,800 Kg. Contudo, relativamente ao peso total, estou agora com mais 13 quilos do que tinha aquando do meu emagrecimento.
Não estou (ainda) histérica porque como sou tão alta, não se nota imensamente este aumento de peso. Eu noto porque já não gosto de me ver com algumas roupas, outras apertam, os cintos têm que ser apertados no(s) buraco(s) a seguir, as coxas e o rabo aumentaram, enfim...
E vai daí que agora tenho que interiorizar que não posso deixar isto continuar porque senão, pouco falta para chegar ao peso que tinha e a partir do qual emagreci e em que estava irreconhecível...
Agora não precisarei de perder 13 quilos mas pelo menos 10 têm que ir à vida pois estão maioritariamente instalados nas coxas, pernas e rabo...
Não posso continuar a "comer bem", ou seja, não posso continuar a comer as quantidades de comida que como às refeições, principalmente ao jantar...
O pão com manteiga  e no molho tem morte à vista e olha, tenho que controlar a boquinha e entrar na rotina no que ao exercício diz respeito...
Tenho de ir ao ginásio três ou quatro vezes por semana, à hora de almoço, e a ver se regresso às pedaladas...
Isto é algo galopante. Ganhar peso é das coisas mais fáceis que tenho na vida...
Já perder peso... é algo extremamente difícil...  Como eu gostaria de não gostar tanto de... comer...

Vou começar com este "ticker" para ter a certeza de que não me esqueço disto. Os 13 quilos são para relembrar que preciso de perder 10... Aqui vamos nós...

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Parece que se aproxima o Outono...

O Equinócio de Outono 2017 vai ocorrer nesta sexta-feira, dia 22. Afinal, parece que o outono está mais perto do que se imagina...
A vida é mesmo um ciclo e eis-nos chegados ao tempo mais fresco e melancólico e aos tons amarelados do outono...
Quanto a mim, passei a gostar do outono com a maternidade, com a chegada do meu filho em finais de outubro. 
Descobri que eram tempos pacíficos e que o clima mais colorido pelo cair das folhas não era assim tão triste, muito pelo contrário, até ganhava algum encanto, um encanto quase sedutor que apela às roupas mais confortáveis que aquecem mais o corpo e o coração...

Deixo aqui o texto do Observatório Astronómico de Lisboa sobre a chegada do Outono e algumas fotos que me fazem sentir aconchegada com a chegada do Outono:

"Em 2017, o Equinócio de Outono, ocorre no dia 22 de Setembro às 20h02 (tempo universal), 21h02 em Portugal continental e na Região Autónoma da Madeira, e às 20h02 na Região Autónoma dos Açores. Este instante marca o início do Outono no Hemisfério Norte. Esta estação prolonga-se até ao próximo Solstício que ocorre no dia 21 de Dezembro às 16h28 em Portugal continental.
Equinócio: instante em que o Sol, no seu movimento anual aparente, passa no equador celeste. A palavra de origem latina aequinoctium agrega o nominativo aequus (igual) com o substantivo noctium, genitivo plural de nox (noite). Assim significa “noite igual” (ao dia), pois nestas datas dia e noite têm igual duração, tal é a ideia que permeia a sociedade.
Sobre a duração igual das noites no equinócio, na realidade, não é bem assim… Os equinócios estão definidos como o instante em que o ponto central do sol passa no equador e, por isso, o centro solar nasce no ponto cardeal Este e põe-se exactamente a Oeste, encontrando-se durante 12 horas acima do horizonte matemático em qualquer lugar da Terra nestes dias.
Contudo este facto não resulta numa duração do dia solar de 12 horas, pois a luz directa no chão surge quando o bordo superior do sol nasce, tal como desaparece no ocaso, e o sol tem um diâmetro aparente de 32′ (minutos de arco). Além disso há refracção atmosférica: quando o bordo superior está no horizonte o centro do sol encontra-se ≈50′ abaixo do horizonte, mais do que o seu diâmetro.
Com estas condições físicas e devido ao movimento da translação terrestre, apenas no dia 26 de Setembro de 2017 haverá 12,014 horas com luz solar directa no solo. Nesse dia o disco solar nasce às 7h 28min e põe-se às 19h 27min em Lisboa, com apenas 51 segundos de desvio às 12h certas."




terça-feira, 19 de setembro de 2017

Mais um filme que não tinha visto, mais um filme "com Veneza"

Por estes dias deu para ver um filme que, "estranhamente", nunca tinha visto e do qual já tinha "ouvido falar muito": 'O talentoso Mr Ripley'.
E vai daí que não só a maior parte do filme se passa em Itália, como há uma breve passagem por Veneza onde decorrem algumas cenas e acontece o desenvolvimento de parte do enredo do filme.
Imaginava outra estória para este filme e para o talentoso Mr. Ripley mas acabou por ser uma surpresa quase tudo o que se passou mas não duma forma extraordinária, pelo menos, não para mim...
Deixo algumas fotos de cenas do filme passadas em Veneza.
Por falar nisso, descobri este artigo que indica 10 filmes que se passaram ou tiveram cenas em Veneza. Nessa lista consta o presente filme de que aqui estou a falar mas o outro filme, de que falei por aqui há dias, (The Tourist / O Turista), não faz parte da lista.






Let's look at the trailer...


segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Por aí...

Por aí a ver o mar, a inspirar a maresia e as cores que nos rodeiam.
À mistura, um bocadinho de vento fresco a querer lembrar que o Outono está a chegar, isso, e as cores amareladas.
Não foi a pedalar, foi a passear, a caminhar mas soube muito bem, até porque estava em excelente companhia.
Parece que longe vão os tempos em que passava a maior parte do tempo sozinha, fosse a passear ou a pedalar, exceto quando tinha a companhia do meu filho, claro...
E o que era ainda pior nessa altura, era que estava sozinha mesmo tendo companhia.
De que me valiam os 'likes' e os 'kudos' em tantas fotos que tirava e pedaladas que partilhava, se lá no fundo estava só, sozinha com um vazio imenso...
Agora tudo é diferente. Tenho companhia, não estou sozinha e muito menos me sinto desamparada...



quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Depois de quase 4 meses...

Depois de quase 4 meses de ausência, voltei ao ginásio.
Sim, eu sei, nem parece meu apanágio mas o tempo passou e não voltou e eu não me voltei a exercitar como fazia...
E o mesmo se passou em relação à bicicleta. É incrível mas não pedalo há 3 meses.
Não me recordo de ter pausas deste género no que ao ginásio e à bicicleta diz respeito a não ser quando tive o acidente de bicicleta e em que estive "de baixa" quase 5 meses...
Perdi a vontade, a motivação e a paciência para me exercitar. Deixei de ver resultados e dei conta que estava sempre a ganhar peso, e não a perder como seria expectável numa pessoa que tanto se exercitava e corria dum lado para o outro, como eu...
Claro que como (muito) bem, não o nego, mas também não ando para aí a comer bolos ou a enfrascar sumos...
Quanto à bicicleta, desmotivei um bocado porque também não via evolução alguma na minha "performance". Tanto tempo a  pedalar e a evolução foi nula, nem mais depressa, nem a fazer subidas como uma trepadora, sempre cheia de medo nas descidas e caminhos mais técnicos por causa do trauma da Queda, enfim... Claro que quero e gosto é de pedalar de forma livre por aí, as provas de BTT já pouco ou nada me dizem, não me apetece 'stressar' com competições ou pagar para pedalar em sítios que já conheço como a palma da mão...
Acho que desmotivei com isto tudo mas hoje eis-me regressada ao ginásio.
Neste meses não parei completamente, andei muito a pé e fiz caminhadas mas... não é a mesma coisa... O mais curioso é que o peso se manteve mais ou menos na mesma. Ou seja, deixei de fazer exercício que nem uma maluca e o peso manteve-se...
Confesso que me dediquei mais à "boa vida", ao "dolce far niente", aos passeios, aos petiscos, às comidas saborosas, conheci sabores e texturas novos tanto na comida como na bebida (não me tornei numa bêbeda, ok, mas passei a apreciar bebidas que não conhecia e que tão bem acompanham determinadas comidas...), e decidi não 'stressar' caso não fosse possível ir pedalar ou ir ao ginásio porque dei por mim a aproveitar a vida duma maneira diferente, como nunca o tinha feito e em excelente companhia...
Na verdade, deixei-me ir, deixei-me levar, deixei que me levassem para as coisas boas da vida, deixei que me dessem a conhecer os lados bons da vida...
Mas hoje no ginásio corri na passadeira e estive um bocadinho nas máquinas.
Não me custou muito mas transpirei que me fartei... Agora... Agora é para continuar...